
um espaço para criar ruído construtivo sobre fotografia e arte
Bem-vindos ao .Noise onde a fotografia, a arte e as ideias ganham vida através de imagens e palavras. Neste espaço, vou partilhar não só o trabalho que realizo em sessões fotográficas, mas também reflexões, opiniões e inspirações que moldam a minha visão artística.
.Noise é mais do que um nome; é uma metáfora para aquilo que pretendo alcançar. Quero criar “ruído” construtivo – uma troca vibrante de ideias, um convite a explorar diferentes perspetivas e um espaço para dar voz a pensamentos e paixões.
Aqui encontrará artigos sobre arte e fotografia, notas sobre os meus gostos pessoais e insights sobre os bastidores do meu trabalho. .Noise será também um espaço onde o leitor pode descobrir algo novo, refletir ou, quem sabe, desafiar o seu próprio olhar.
Juntos, vamos fazer mais do que contemplar. Vamos criar, discutir e dar forma ao ruído que nos inspira.

FOTOGRAFAR O MOVIMENTO, O ESPAÇO E O TEMPO
Capturar o movimento dos bailarinos é um desafio que combina técnica, precisão e sensibilidade artística. Este artigo explora como dominar o equipamento, planear a iluminação e antecipar os movimentos permite transformar frações de segundo em imagens que eternizam a leveza e a expressão da dança.

JOÃO GIL E THE FAMOUS RAINCOAT: UM ENCONTRO NA COVILHÃ
Em dezembro de 2021, tive a oportunidade de fotografar João Gil na sua cidade natal, a Covilhã, como parte do meu projeto The Famous Raincoat. Usando a minha Rolleiflex T3.5 e filmes Rollei, capturei momentos cheios de contraste e textura, com a icónica gabardine como elemento central.

PROJECTO “THE FAMOUS RAINCOAT”
Iniciar um projecto de fotografia analógica como “The Famous Raincoat” é uma aventura única. Este projecto, cuja alegoria se centra na simbólica gabardine, começou em 2019 com a colaboração de talentosas profissionais como a makeup artist Sandra Almeida, a hairstylist Sónia Augusto e, como primeira convidada, a extraordinária actriz Margarida Moreira. Fotografar em médio formato, com a fiável Rolleiflex e filme analógico, num edifício histórico da Avenida da Liberdade, deu o tom desejado a este projecto.

POSTAL DE BOAS FESTAS!
Transformar a magia do Natal em fotografia foi o desafio desta sessão para a agência Lobo Mau. Entre cores da estação, iluminação criativa e uma perfeita direcção artística, nasceu um postal ilustrado.

A OUSADA CAPA DE NATAL
Em 2010, aceitei o desafio de fotografar a capa de Natal da revista Activa, quebrando com os clichés habituais. O conceito ousado propunha um look festivo mais arrojado, inspirado no espírito de Fim de Ano. Com uma equipa fantástica e as convidadas Isabel Figueira, Helena Coelho e Andreia Rodrigues, criámos uma capa única que marcou a diferença no panorama das publicações nacionais.

CAMILA REBELO: RETRATO DE UMA CAMPEÃ
Fotografar Camila Rebelo para a Associação Méritis Portugal foi uma experiência incrível. Fora do seu ambiente natural, a piscina, Camila mostrou a mesma determinação e simpatia que a definem como atleta e pessoa. Especialista no estilo costas, trouxe ao set toda a sua energia, facilitando a criação de imagens que refletem a sua força e foco.

PRIMEIRA CAPA A PRETO E BRANCO
Em 2012, fotografei Cláudia Borges para a capa da revista The Place, a minha primeira capa a preto e branco. Num tempo em que esta abordagem editorial era rara em Portugal, foi um marco especial. Mais tarde, uma imagem da Cláudia foi escolhida para a capa do meu livro The Monochrome Edition, consolidando o preto e branco como parte essencial da minha linguagem fotográfica.

EUNICE MUÑOZ E EVA WILMA: UM ÚLTIMO FOTOGRAMA MEMORÁVEL
Em 2000, no Teatro Nacional de São João, fotografei duas lendas da representação: Eunice Muñoz e Eva Wilma. Estávamos na era analógica, onde cada disparo era uma aposta no inesperado.
SANDRA BARATA BELO E O TRIBUTO AO CINEMA
A sessão fotográfica com a atriz Sandra Barata Belo foi mais do que um simples trabalho de headshots – foi uma homenagem ao cinema clássico. Inspirados nos pioneiros do cinema mudo, como os irmãos Lumière e Charlie Chaplin, criámos um guião simples e mergulhámos num registo monocromático. O objetivo? Transportar a essência dos gloriosos anos 1920 para a atualidade, unindo passado e presente numa celebração visual da sétima arte.

CAMANÉ PARA THE MAN ISSUE
Durante a sessão para The Man Issue, uma música de Dead Combo & Camané começou a tocar no estúdio. Camané mergulhou na intensidade do momento, criando uma força única. Foi aí que captei a imagem perfeita.

FUJIFILM X-T2 E O ESPÍRITO DE LE MANS
Em 2016, tive a honra de testar a Fujifilm X-T2, uma câmara mirrorless que redefine padrões. Com uma construção robusta e sensor de 24MP X-Trans CMOS III, a X-T2 combina modernidade e performance clássica, tal como os automóveis icónicos de Le Mans.
No circuito de Le Mans Clássicos, testei a X-T2 em condições desafiantes, capturando a velocidade e emoção das provas de automobilismo com excelência. A focagem rápida, a simulação de filmes Fujifilm e a ergonomia perfeita fazem deste modelo uma referência no universo das câmaras mirrorless. Para mim, a X-T2 será sempre sinónimo de inovação e espírito audaz, tal como Le Mans.

REGRESSO À FOTOGRAFIA ANALÓGICA
Num mundo dominado pelo digital, revisitar a fotografia analógica é um regresso à essência: disciplina, simplicidade e a estética única do filme. Enquanto o digital oferece rapidez e perfeição, o analógico desafia-nos com limitações que exigem precisão e um olhar atento.
Na .NOISE, além de projetos digitais, partilharei imagens captadas com câmaras analógicas, explorando o grão, o contraste e a magia orgânica da película. O teste à Rolleiflex 3.5T com filme Rollei RPX 400 é um exemplo dessa experiência enriquecedora. Afinal, na imperfeição do filme reside o seu verdadeiro carácter.

PRIMEIRA CÂMARA DE MÉDIO FORMATO
A transição do formato 35mm para o médio formato foi um marco na minha carreira como fotógrafo. A escolha da Rolleiflex TLR com a objetiva Carl Zeiss Tessar 3.5 de 75mm abriu portas para um novo mundo de qualidade e detalhe, com o formato 6×6 a exigir um olhar mais atento e uma abordagem mais pausada. Com câmaras como a Rolleiflex, Mamiya 645 e Fujifilm GA645Pro, explorei o equilíbrio entre portabilidade e excelência, e apaixonei-me pelo enquadramento quadrado do 6×6. Fotografar com a Rolleiflex, apesar do desafio da imagem invertida, revelou-se uma experiência única, comparável à alta relojoaria pela sua precisão e robustez.
Neste artigo, partilho imagens da minha sessão com a Rolleiflex T3.5 realizada em 1994, onde o final de tarde e o filme Kodak Ektachrome 100 criaram um tom quente inesquecível. Estas fotografias são testemunho do início de uma estética que ainda hoje me define.

CANON EOS-1V, O ÚLTIMO SAMURAI…
Lançada em 2000, a Canon EOS 1V representou o auge da fotografia analógica, combinando robustez, precisão e inovação técnica. Com capacidade para disparar 10 fotogramas por segundo e um obturador testado para 150.000 ciclos, tornou-se a escolha preferida de fotógrafos de desporto, reportagem e aventura. O seu som e cadência de disparo continuam a ser uma assinatura inesquecível para quem a utilizou. Mesmo na era digital, a 1V mantém-se como um ícone de fiabilidade e excelência, marcando o fim de uma era como o "último Samurai" da fotografia analógica.